Edu, Eu não poderia iniciar a semana sem dar as boas-vindas aos nossos companheiros do Grande Prêmio (www.grandepremio.com.br), o site de notícias com o qual passamos a atuar em parceria desde a última sexta-feira. É uma união que tem tudo para dar certo e que vai beneficiar tremendamente aos leitores do GPtotal: eles passam a …
BEM-VINDO, GRANDE PRÊMIO

Edu,
Eu não poderia iniciar a semana sem dar as boas-vindas aos nossos companheiros do Grande Prêmio (www.grandepremio.com.br), o site de notícias com o qual passamos a atuar em parceria desde a última sexta-feira. É uma união que tem tudo para dar certo e que vai beneficiar tremendamente aos leitores do GPtotal: eles passam a ter um site “irmão” para buscar notícias atualizadas, quase sempre em tempo real, sobre todas as categorias.
Conheço bem o pessoal que faz o Grande Prêmio – especialmente o Flávio Gomes, que já cobria F 1 na época em que fiz isso no Estadão e no JT. Flávio acompanha todos os GPs ao vivo (o que faz com que ele perca os jogos de seu time do coração, a Portuguesa de Desportos) e trará informações diretamente dos autódromos. Há uns dois anos, conheci os dois homens que trabalham para ele: Tales Torraga (um maluco bem ao nosso estilo, com uma memória de elefante para fatos e números ligados a automobilismo) e Everaldo Marques (outro louco perigoso – no bom sentido, é claro… –, iniciando agora sua trajetória como narrador da F 1 na Rádio Jovem Pan). São esses três que trabalham pesado para que o Grande Prêmio esteja sempre com notícias quentes, especialmente sobre Fórmula 1.
Flávio, Tales e Everaldo terão uma semana muito dura pela frente para cobrir o GP do Brasil. Bom trabalho, companheiros. Nós, aqui no GPtotal, também estaremos atentos, colocando nossos comentários no ar na sexta, no sábado e no domingo. O champanhe para celebrar nossa parceria fica para depois da corrida.
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Já que estamos falando do Grande Prêmio, vamos continuar. Li agora há pouco uma notícia que vai suscitar muitas discussões durante a semana: a Ferrari vai trazer apenas um carro novo para o Brasil. E, obviamente, esse carro será usado por Schumacher. Preparem-se para ouvir de novo aquela lenga-lenga de que “a Ferrari está sacaneando o Barrichello, justamente no GP da terra dele, onde já se viu uma coisa dessas…”.
Comentários nessa linha vão entrar por um ouvido e sair pelo outro. Mais ou menos como um facho de luz que incida na orelha de certos pilotos…
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Só para não deixar passar em branco: ridícula, absurda, draconiana essa história de punir pilotos com a perda de dez posições no grid da corrida seguinte, caso os velhotes engravatados decidam pela culpa em algum acidente. Está criada uma situação que poderá gerar verdadeiras monstruosidades esportivas.
Colocar um grupo de senhores que jamais se sentou em um carro de corrida (ou que, quando sentou, fez triste figura) para avaliar a sensatez e esportividade de cada atitude de um piloto de F 1 na pista é uma piada de mau gosto. Como já dizia meu avô, “quem não pode voar que não ande de avião”.
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Cai em minhas mãos uma revista antiga, analisando as possibilidades para a temporada de F 1 de 1980. No meio do texto, a seguinte informação: estimava-se que as 15 equipes que começaram o campeonato (Ferrari, Tyrrell, Brabham, McLaren, ATS, Lotus, Ensign, Renault, Shadow, Fittipaldi, Alfa Romeo, Ligier, Williams, Arrows e Osella) receberiam de seus patrocinadores a quantia de US$ 30 milhões para toda a temporada. Sendo mais claro: esse dinheiro seria a soma dos orçamentos de todas elas. Orçamento médio, ainda segundo essa matéria: US$ 3 milhões.
Sabe-se que nessa época as equipes muito ricas, como a Ferrari e a Lotus, tinham orçamentos em torno de US$ 7 a 8 milhões. Hoje, o orçamento da Ferrari passa dos US$ 300 milhões e os US$ 7 milhões de 1980 sequer completam o salário de Rubens Barrichello. Segundo Wilsinho Fittipaldi me disse certa vez, o orçamento da equipe da família para aquele mesmo ano de 1980 foi de US$ 1,5 milhão. E pensar que hoje a Arrows, a que menos pretende gastar em 2002, vai precisar de uns US$ 45 milhões para a temporada completa…
Passados 22 anos, o orçamento anual de uma equipe de ponta de 1980 não chega a ser suficiente para pagar o salário de muitos pilotos que correm hoje. Certo, os valores reais serão bem mais altos se aplicarmos a inflação do dólar nesses 22 anos. Mesmo assim, não deixa de ser assombrosa a escalada de custos da F 1.
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Registro histórico: ontem, dia 24 de março, fez 11 anos que Ayrton Senna venceu pela primeira vez um GP do Brasil de F 1. Aquela foi, também, a primeira corrida de F 1 à qual estive presente como jornalista e não como torcedor.
Boa semana,
Panda
A CHANCE PERDIDA Ricardo Divila, projetista de carros de corrida e um dos personagens mais importantes da história da equipe Fittipaldi, tem muitas histórias para contar. Atualmente, ele mora no Japão, onde cuida do programa esportivo da Nissan. Caro Pandini, Mais uma vez vou perder o GP do Brasil, mas às vezes a gente tem que trabalhar… No ano que vem vou ter que estar lá… Ricardo |
A Ligier tinha muitos problemas com o perfil e, ao contrário das equipes inglesas, tinha um perfil em fibra de vidro simples, enquanto os carros ingleses tinham um honeycomb aluminio-kevlar, muito mais rígido.
Emerson 1m34.7… Lauda 1m34.5, Emerson 1m34.4… Lauda 1m 34.0… Já eram umas três da tarde… A Ferrari encerrou os testes e o Niki, já à paisana, veio ao box da Fittipaldi para “sapear” um pouco (era uma outra época!). Nós estávamos parados para fazer alguns ajustes finais e ao sair o Emerson fez uma série: 1m33.9… 1m33.7… 1m 33.5… Alvoroco geral no box da Ferrari. Chamaram o Niki de volta, ele repôs o macacão e saiu de novo… sem conseguir melhorar o tempo do Rato… Cheque os arquivos da época, todos estes tempos são de memória…


